
A CABANA DAS PORTAS FECHADAS
Data 13/03/2012 01:42:44 | Tópico: Poemas -> Saudade
| A CABANA DAS PORTAS FECHADAS
Falam de minha casa, sempre fechada, que parece que tem a porta lacrada, é que abro sempre só as janelas dos fundos... A casinha amarela, sem eletricidade, guarda comigo, o símbolo de uma saudade, janelas fechadas, dividem meus dois mundos...
Para falar dela, não preciso de prefácio, é essa moradia, o meu lindo palácio, só iluminada a noite com uma lamparina... De uma cidade, fica tão longe dos arredores, tendo como vizinhos, os belos beija flores, e a noite, a lua, que os cômodos ilumina...
Região tranquila, e também muito quieta, cabana bem cuidada,é de um poeta, que tem um antigo amor no coração... Que deixou as noites, abandonou a boemia, e hoje paga, como se fosse uma franquia, morando só, em sua cabana da solidão...
Casinha tão bela, cheia de simplicidade, que abriga com o poeta, uma saudade, que nunca foi, um mundo de orgia... Falam sempre, de sua porta fechada, mas, e para não olhar para a estrada, não olhando, nasce assim uma poesia...
Nessa humilde morada,aqui no grotão, tem dentro, um caderno e um violão, embora sempre fechada a sua porta... Mas veem que aqui dentro tem gente que a vida nela se torna presente, e que a cabana do poeta, não e tão morta...
Pensar em voltar para a boemia, a aventura, não, melhor olhar a noite escura, depois que o sol para o poente já desceu... Mais um novo dia nascerá, não demora, é uma rotina, para esse poeta que chora, e lamenta, por um amor que perdeu...
GIL DE OLIVE
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