
tu és um cabrão eu não tenho perdão
Data 04/03/2012 17:21:01 | Tópico: Prosas Poéticas
| apesar disso é amor
sei que sou uma cabra que te ama na violência da estuporice. sei que sou o incêndio que te caça os fundilhos e te arranca a língua para com ela tapar todos os silêncios da tua estrada em fuga. obrigo-te a aninhar no chão onde passam os tornados na minha insensatez, e a comer todos os meus gestos num terramoto com dia marcado. coloco-te na guilhotina ajoelhado num ámen a todos os meus ais apócrifos e solto a lâmina no teu querer. faço então com ele, e dou-te a beber, o bagaço mudo da vida, e solto os cavalos na tua consciência atordoada pela minha dor oblíqua e vagabunda. o teu destino é uma tripa enrolada nos meus pés que eu ato e desato com gargalhadas tristes. esta melancolia é uma puta fora da lei a chantagear–te a devolução de todas as horas que me roubas, como resgate ao tempo em que te penso em vão, enquanto te odeio porque te amo. tu és um cabrão. eu não tenho perdão.
sei que sou uma cabra que te ama na violência da estuporice. sei que sou o incêndio que te caça os fundilhos e te arranca a língua para com ela tapar todos os silêncios da tua estrada em fuga. obrigo-te a aninhar no chão onde passam os tornados na minha insensatez, e a comer todos os meus gestos num terramoto com dia marcado. coloco-te na guilhotina ajoelhado num ámen a todos os meus ais apócrifos e solto a lâmina no teu querer. faço então com ele, e dou-te a beber, o bagaço mudo da vida, e solto os cavalos na tua consciência atordoada pela minha dor oblíqua e vagabunda. o teu destino é uma tripa enrolada nos meus pés que eu ato e desato com gargalhadas tristes. esta melancolia é uma puta fora da lei a chantagear–te a devolução de todas as horas que me roubas, como resgate ao tempo em que te penso em vão, enquanto te odeio porque te amo. tu és um cabrão. eu não tenho perdão.
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