
A Maldita Gaivota.
Data 03/03/2012 01:17:28 | Tópico: Poemas
| Levantei hoje bem cedinho. Comprei rosas e escrevi um bilhetinho. Com frases em forma de carinho. Para entregar ao meu amor la na prainha. Cheguei la antes do alvorecer. E por ela procurei mas não a encontrei. Só avistei suas pegadas na areia. Entrei em desespero e então chorei. E seguindo sua pegada na areia molhada. Pelas lagrimas que do meu rosto rolavam. Ao longe avistei um bilhetinho. Na forma de um coraçãozinho. Mas uma rajada de vento. O bilhete da areia levantou. E sobre o mar ou largou. E as ondas para longe levou. Então sobre as ondas pulei. E por muito tempo ali nadei. Quando do bilhete me aproximei. Com força e furia o agarrei. E voltando para a praia. Na ansiedade de o bilhete ler. Querendo saber o que veio escrever. Ou o que as frase tinha para dizer. Mas antes de na areia pisar. Sem com nada me preocupar. Uma gaivota em em seu vou razante. O bilhete tirou de minha mão. Roubando de meu coração. O direito de encontrar minha paixão. E caminhando pela praia sem direção. Fiquei na mais profunda das solidões.
Olhando a gaivota que voava sobre o mar. Em voo razante ameaçando aterrizar. Mas foi sumindo no meio da neblina. E desapareceu entre as nuvem do céu. Depois daquele dia ainda volto a praia. Para ver se encontro minha alma gemea. Mas só o que vejo é um bando de gaivota. Cantando assim zu zu zu zuando de mim. Zu zu zu, zu zu zu zuando de mim.
Direitos Reservados Ao Autor Valentim Eccel
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