
Elegia dos desígnios - O destino
Data 12/02/2012 20:56:00 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| “ ... na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos ...” ............................................
Canto de introito Trago na alma o desespero, desespero do meu sofrimento. Já fui feliz, conheci a alegria, criei sonhos de fantasia, e fiz momentos felizes. Pensei que seria eterna toda essa felicidade, pensei que os sonhos róseos, nunca iriam acabar e nem mesmo se transformar num horrendo pesadelo medonho.
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
Canto II. Senti desejos de vingança, fiz morrer a esperança, de mais de uma vida feliz. Muitos males eu causei, grandes desditas eu provoquei, mesmo sem olhar além.
Derramei o sangue na terra, e o sangue escoou, chegou até meu corpo, e tingiu-me as carnes de rubro e intenso matiz. Destruí lares, matei inocentes, e agora ouço os gemidos que não clamam por vingança, mas que pedem justiça, pedem que eu também sofra como aos que eu fiz sofrer. Deixei pessoas aos desabrigo, fechei o meu coração, e não estendi a mão, recusei-me como amigo, de mais de um sofredor: - Eu neguei o meu amor !
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
Canto III. Por onde eu passava, comigo caminhava, o pranto e a dor. Afugentei todo amor, e toda felicidade, semeei destruição, em todo coração, por toda a cidade. Da minha mesa farta, com um lauto festim, vi morrerem de fome, tantas almas miseráveis que imploravam a mim por uma côdea de pão, por uma centelha de compaixão.
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
Canto IV. Mas agora, agora, soou a minha hora. De todo mal já cometido, eu estou arrependido, mas isso nada vale na balança do Juízo. não há nada de direito que por mim valha ou fale estou longe do paraíso e trago a tristeza no peito.
Esperei o revida às afrontas, para que eu também sofresse e assim m redimisse um pouco do mal que eu fiz. Queria com o sofrimento enganar a grande dor, que a todo momento. cruciava a minha alma.
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
Canto V Na terra brilha o sol, sol bonito de primavera, luz que ilumina o mundo e trás tanta alegria a todos os corações. Cantam pássaros alegremente, e flores nascem nos campos. Pássaros e flores que na primavera enfeitavam o mundo todo, deixando-o colorido, e trazendo tanta alegria a todos os corações. E eu não sinto nada disso! Para mim não brilha o sol, não sinto o seu calor, e nem se abrem as flores. Sequer cantam os pássaros, uma alegre melodia que trás tanta alegria a todos os corações humanos.
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
Canto final O sol nasce e morre também. As flores abrem e murcham também. Os pássaros cantam e calam também. E eu me desespero, busco na escuridão, o refúgio derradeiro para esconder as desditas que carrego no meu peito pois eu não tenho o direito de sentir o calor do sol, e nem ter a sua luz.
Quis ser feliz, mas foi em vão, pois na palma da minha mão, o destino em traços inexatos já havia definido os meus atos.
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