
Anel atroz Anel atroz
Data 10/02/2012 13:52:45 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| Anel atroz
Puxo para ela um assento, eu sutilmente reparto com ela até minhas natas.
O que jazemos improvisando nem nós mesmos conhecemos os ratos e as ratas.
É um néctar e muito moça, ela não é desta centúria e está atônica.
Já estamos desamparados, a morteira!!! Encalça, ela jamais abdica.
Cada quadra, mais isso nos assombra, como quem saiu do cárcere, compreendemos um pouco outro.
Alguma coisa terrível, estamos num anel infernal, talvez isto não sejamos nós seres ou pobres brotos.
No crepúsculo aguardo o teu advento, a vida me semelha pendente por um fio.
Que importância tem o viço, fama, alvedrio, quando enfim aparece trio.
A esperada e querida trazendo nas poses o seu cruel final, que venha, solevanta a sua escuridão.
Ela contempla-me firmemente, foi ela ficou diante de minha mãe no leito e foi ela que levou meu primo entorpecido pro inferno.
Não quis flores e se esvaiu na imensidão e disse que volta no inverno.
O NOVO POETA. (W.Marques). O NOVO POETA. (W.Marques).
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