
Canção da Tarde
Data 20/01/2012 20:26:16 | Tópico: Poemas
| À Celeste Germano
Voltei costas ao Sonho E fui de olhos marejados Ao encontro da Dor... Agora Sabe-me a vida à Primavera em flor E os meus braços mortos Tornam-se asas... Pergunto ao Céu Onde lance meus voos de Infinito Pelo caminho que pedi às estrelas... E os meus braços Braços partidos de destroçarem grades Curvam-se todos Como hastezinhas de lilases murchas... Curvam-se todos esses braços quebrados, E neles o meu rosto É anjo penitente A poemar os repousos negados A esquecer estradas percorridas A desvendar os gestos de renúncias Que ainda não foram esboçados!
Maria Helena Amaro In, «Maria Mãe», 1973
http://mariahelenaamaro.blogspot.com/2011/12/cancao-da-tarde.html Nota: O blogue Maria Mãe está no Concurso de Blogues de 2011, concorrendo nas modalidades Livros / Literatura / Poesia e Blogue Revelação (nascidos em 2011). Se quiserem dar uma ajuda, podem entrar no blogue http://mariahelenaamaro.blogspot.com/
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