
ESCAMBO SOCIAL
Data 18/01/2012 21:16:40 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Virou escambo a vida - barganha de produtos, Aos olhos do Pai isto decerto não é normal, Uns consomem produtos de extremado valor Quem não tem o metal – farta-se do pão em bolor Expondo a miséria morbosa d’uma camada social.
Lazeira deflui pelo ralo, dores, gritos ao léu, Por baixo das marquises meninos imundos Sonham com carro de pau, pião, bola de meia, Presentes espaciais - naves d’outros mundos, Sobre o clarão lácteo e cabalístico da lua cheia.
Vão os olhos tétricos onde a vista turva pode, De carências repletos – livres, ricos d’esperança, Desejar inocentemente o sustento, a mesa posta, Pedindo ardentemente o que demais gosta P´ra suprir a miserabilidade mórbida de criança.
Perplexo o Cristo observa do céu a cena, Ele porventura decerto o infante ser pudesse Sem casa, sem ricas vestes, sem algum alimento, Sem presentes não ofertados, sem acolhimento, Sem mãos que postas ao céu erguessem em prece.
É de todo, o pão não repartido, mau exemplo, Decerto o mundo pelo Amor não ‘stá governado! Quem esquece a mensagem do Cristo nascituro Anda sem luz - em cegueira, está em pleno escuro, E pelo sangue – pela morte do Rei não foi libertado.
|
|