
Canção do vento
Data 12/01/2012 20:48:10 | Tópico: Poemas
| Canção do vento
Corre as folhas apressadas, tão geladas A chuva ameaça cair, ferozmente A escuridão é devasta negra, assustadora Os pássaros fogem para os ninhos, rápidos Os sons aumentam pelos céus zangados Entre raios e trovões, entre granizo caindo Gentes que fogem para abrigos, o medo assola Vidros partidos, telhados arrancados, o vento Grita, movimenta o medo da terra gelada E tudo ele leva, tudo ele arranca entre lamentos Aquela velha arvore tão velha com mil anos Foi levada pelos lamentos do triste vento, gemendo A roupa arrancada dos varais dança alegremente Cantando, sou livre como o vento, livre para voar Aquele velho alpendre do tio Manoel, se foi rápido A tia Emilia chorou era a sua casa com cem anos Mas o vento vingativo, não se segurou e ameaçou Levar o resto da casa de vez, levar a gente, arrancar Corações da terra, do mar e dos pobres rios, gemendo Em grande fúria, devastando, girando, correndo, apenas! Mas o grande Sol apareceu, as nuvens sumiram as aves Voltaram felizes, rasgando o céu azul, nada aconteceu Apenas foi a canção do vento, sempre veloz na sua destruição...
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