
Dilúvio
Data 31/12/2011 15:02:28 | Tópico: Poemas
| Aproxima-se o fim do mundo, A passos largos e incessantes. Brandem esses céus enraivecidos Outrora vulcões adormecidos. Troveja essa atmosfera delirante, Alçando a voz pela situação desesperante. Cai sobre nós água enviada do Paraíso, Lágrimas sem fim, Um grito surdo e mudo... Ventos de dor num furacão de emoções, O mundo liberta-se num misto de sensações. É o rebentar do caos esperado, Fazendo de mim o Noé encarregado. Mas na minha arca da esperança, Apenas a merece quem lutou pela mudança. Mesmo loucos e vagabundos, Têm lugar na salvação do castigo divino. Para os mundanos que se afogarão, Apenas desejo as minhas condolências Pois os erros têm consequências. A vingança serve-se num prato frio, E este mundo lava os impuros num rio, Sem destino ou redenção, Sem qualquer hipótese de perdão.
Fernando Teixeira
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