
Psique e Cupido
Data 22/12/2011 01:50:37 | Tópico: Poemas
| Tal encanto não se via, entre as belas era a mais bela mortal Exaltada, em canções entoadas, tão linda não se conhecia Usurpou a glória da deusa universal
Mas embora dona de tal virtude, não conseguia despertar nos homens, amor E por um deus-monstro foi amada, o mesmo que a desposou No alto de uma montanha, por um vento foi elevada, levitou
Tal encanto se quebraria, quando logo veio a descobrir Pela luz das velas que luziam, que o marido que de beijos a cobria Não era monstro, mas Cupido, o deus do Amor, que alegria!
Magoado com tal atitude, o deus logo se indignou _ Psique, é assim que retribuis o meu amor? - perguntou O castigo foi perdê-lo, e pela sua desconfiança chorou
Correu ao templo, desesperada, aos deuses todos implorou Pelo perdão de seu marido, que revoltado, o negou E assim desconcertada, quando nada mais esperava, se animou
Cumpriu suas tarefas divinas, e com asas coloridas, amou Cupido, solitário, não mais suportou viver sem a amada, e perdoou Retirada de seu sono pela ponta de uma flecha, despertou
Por tais feitos, suplicantes, um deus a tornou imortal O que começara duvidoso, por fim perpétuo se tornou Unindo o casal para sempre, em laços inquebráveis de amor
E da união de tais seres, na forma de uma criança Nasceu logo uma esperança chamada Prazer Que bela visão, celestial imagem, pura essência de viver!
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