
Fim de Ano e Conseqüências II
Data 20/12/2011 09:44:14 | Tópico: Poemas -> Esperança
| Analisem as verdades Examinem as divergências A realidade é mera coincidência? A vida desaparece no instante que se inspira O Homem mente, renega é inconseqüente? Alaga-se o Amazonas, verdes e calados rios bracejam. Alados e tremores de terras, cios, pios e chios. Os mares abraçam o predatório óleo, o petróleo. Comem-se mercúrio, urânio e outros têm fome. Rezamos, urinamos, caçamos carne da morte alheia, Selvagens predadores de penas, pernas e senhas. Corro para ter substâncias mentais suficientes ao esquecimento... Tem as drogas e sou a bossa da vaca que alimenta a plantação. Música aos ouvidos entre tantos fatigados e feridos, Um azul blues ao fundo... O velho fim do Ano gera conseqüências, As atitudes do agora serão Aliem o futuro. E num protesto vivo, sofro a favor da esperança.
Diana Balis, Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2011. (Fim de ano em Copacabana foto da internet)
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