
[este nada que me cansa, que se repete]
Data 17/12/2011 03:41:49 | Tópico: Poemas
| . . . . . . . . ................... ******************* Cumprem-se as promessas nos joelhos em carne viva, e o sangue inunda a terra, cantam as sereias em silenciosos rumores, afunda-se a espada, crava-se a indiferença. … Indiferença do que se olha, como se tudo já se conhecesse, tantas as viagens, tantas as repetições, tantos os orgulhos, tantos os seixos pisados, … nem um grito aparece, nada diferente, repetições já saturadas. … Rastejam as promessas, pelas lágrimas que ficaram, enganos, mentiras, algumas palavras sem nexo, riem-se os adamastores naquela altivez latente, que cansa o vento. … [que me cansa...] … Tanto o esquecimento desejado, suplicado.
E nascem alguns lírios, como troféus da vida onde as promessas valem mais que o todo, e tudo recomeça novamente como se o nada existisse. … [Este nada que me cansa, que se repete], das promessas que se julgam, cumpridas, dos atos que se voltarão a repetir.
Até quando … a poesia, continuará suspensa?
O Transversal " La Folie... sempre me lembro de ouvir o mar..."
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