
Eu
Data 16/12/2011 18:06:34 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| confessinário no caderno diário do eterno é arido e sereno, limpo como o azul do céu
cá voo, cá rastejo cá sou só eu, em pleno cá vejo mil desejos e sei que nenhum deles é meu
aqui revejo imagens sem imagem como raios sem voltagem sao miragens neste véu
aqui nao tenho nome nem idade nao há comos nem há quases há um coraçao que bate num peito que morreu
sujeito ao provérbio mais antigo como o sábio que é mendigo ninguem sabe quem sou eu
desfeito em pedaços de memória a vinte passos da vitória derrotado pela historia que ninguem leu
pretérito imperfeito de uma carta que aqui deixo sem abraços e sem beijos sem olá e sem adeus
eu vim para deixar marca sem que vejam, ser a estaca que nao fraqueja por mais fraco que eu esteja... por mim e pelos meus.
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