
*A Lapinha no Natal
Na lembrança da criança a lapinha. Vi o menino na manjedoura viva, a mãe olhava com imensa ternura e prostrado, José, no bafo a vaquinha.
Vieram os magos pastores a procura seguindo a estrela que os guiava. Traziam presentes para o menino enquanto o silêncio os levava.
Gaspar, o moreno, trazia Mirra, fragrância de natureza, armistício. Melquior, o branco, ouro imortal. Baltazar, o negro, incenso, sacrifício.
Na gruta o vento soprava sombrio. A estrela parou, a luz deu sinal, o canto de Hosana no corpo frio o bafo dos animais aquecia o local.
Sonhei com a cena a lágrima caía da humildade dos abandonados, a mente valeu-se da hora agonia do sacrifício, da posteridade.
Na glória lenta veio a ressurreição o menino sorria por trás da cortina e fez-se homem, plantou no coração amor, perdão, fraternidade, sina.
Sonia Nogueira
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