
Bailado Alado
Data 11/12/2011 23:04:39 | Tópico: Poemas
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Mar de esperanças que boiam à toa No sepulcro anônimo onde dormitam fantasias, Vagas serenas declamam ousadas utopias Numa areia negra que sabota os alicerces da canoa.
Barcos em que a saudade singra a solidão São abandonados à deriva da tempestade exótica, Caravelas perdem o rumo na odisseia caótica E se chocam contra as paredes que protegem o coração.
Nas águas plácidas do inverno sem procelas Estima-se que o amor desponte na primavera E no jardim do oceano haja um bailado de colibris...
Do sal marinho extrair-se-á ameno paladar Em que as esperanças já não boiarão no mar, Mas mergulharão e navegarão soberbas nas asas dos bem-te-vis!
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