
Livre
Data 08/11/2006 19:01:52 | Tópico: Prosas Poéticas
| Naquele longínquo, fim de tarde Percebendo no teu rosto Uma desmedida alteração, Com carinho disse: não é nada… Apenas mais uma dor que não passa. Palavras gélidas, duras e ásperas, Que me enviaste, era o principio do fim, Mas, subtilmente ouvi a tua censura Que dilacera profundamente o meu ser. Condenas-me pela dedicação que tenho por ti Pelo meu egoísmo de querer ser feliz. Desilusão, onde os sonhos e esperanças ruíram. Pintava uma tela paradisíaca que transcende o silêncio, Inundando o nosso ninho de amor. Extasiada, deito-me em delírios febris, Gritando ao vento: perdoa-me! Sou livre! Quero voar e sentir a brisa Como um beijo dado na fria aragem.
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