
A Casa Da Mãe Joana
Data 05/12/2011 00:09:25 | Tópico: Poemas
| Paula de Pólen era uma mal- criada Que sonhava ser, um dia, recepcionista. Na verdade Paula de Pólen se achava artista, Mas no momento encontrava-se desempregada.
Então, solitária, sem chances ou expectativa, Paula teve que batalhar onde ganhar o pão (Afinal é mister matar um leão a cada dia) Especializou-se, arrumou outra profissão,
Outro tipo de serviço, menos submisso, Trabalhando sete dias úteis da semana, Numa tentativa de inimitável sacrifício De limpar a imundície na casa da mãe Joana.
Na verdade ali era mais que uma pensão Repleta de sócios, sósias e associados, Bêbados, mendigos, alguns assalariados Que ali encontraram repouso e chão.
Como tudo na vida tem uma recompensa Paula de Pólen conseguiu o que almejara. Porém não era nada daquilo que esperara Por isso hoje Paula de Pólen é hipertensa.
Qualquer barulho já lhe perturba os ouvidos Não aceita de forma alguma as tantas críticas Paula de Pólen quer ter o seu passado esquecido Agora ela quer manter distância da cozinha.
Paula de Pólen mudou. Agora é outra pessoa. Assim se tornou desde que chegou a recepção, Se achado a mais qualificada, a preferida da patroa... Agora Paula de Pólen é recepcionista da pensão!
Este texto é uma obra de ficção e não exprime as opiniões do autor. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é uma mera coincidência.
|
|