
*Autorretrato
Procurei teu olhar no silêncio d’alma Entrei sem temporal, muda, inquieta Nada vi, vasculhei vi tua calma Na calmaria das horas em muleta.
Assim vi-te oculto nos teus versos Ouvindo teu pulsar nas frases nuas. A brisa passageira em tons anversos ocultava teu sonhar noites e luas.
Não tinha mais sorriso em tua face. As linhas sobre a face tão profundas Marcavam toda angústia que fugace corriam rumo a fora horas mudas.=
Sumiu o teu sorriso firme e forte nas mãos que ambulantes rastreavam inertes estão enfermas, triste sorte tremulam qual bandeira defraudada.
Na face o desbotado da esperança -aos poucos perde o rumo, a solidão. Os dias do crepúsculo qual herança transbordam lentamente em alcorão.
Aonde foram as horas das paixões! Tributo que trazias na bagagem. Restaram apenas rusgas nos refrãos Na pálida face rude da passagem.
Sonia Nogueira
Menção Honrosa Aotogia Poesias Encantadas III
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