
Insónia
Data 26/11/2011 02:30:02 | Tópico: Textos
| Delicadamente levanto-me e deixo-te, meu Amor, a repousar profundamente adormecido. Decido tomar estas palavras como comprimidos numa tentativa desesperada de obtenção de descanso que o meu corpo grita por merecer. A minha cabeça parece-me um grande balão onde a minha face esticada e oval está desenhada em sofrimento e agonia... Mil pensamentos percorrem freneticamente o meu cérebro intranquilo e cansado: tarefas, telefonemas, avisos, lembretes, desabafos, suspiros, lágrimas, sorrisos, tristeza, saturação, trabalho, agenda, caras, muitas caras, de pessoas, de muitas pessoas, conhecidas, desconhecidas, amigas, talvez amigas, colegas, talvez colegas... Parem, por favor! Não aguento esta ansiedade louca que me atormenta o meu sono, este frenesim de contextos, imagens, actos e atitudes que de dia me imploram pela alma saturada e triste... Amor! Salva-me! Cobre e abraça o meu corpo com o nosso amor; embala e protege o meu espírito; sonha comigo de mãos dadas... Vou voltar para o nosso ninho... Cobrirei o meu corpo com o teu calor e repousarei a minha cabeça no teu peito. Sentirás a minha presença e com um abraço forte e quente protegerás o meu sono... Antes de fechar os olhos sussurro ao teu ouvido o meu amor por ti: Amo-te!
28 de Junho de 2011 Léne Carreira
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