
Dilacerações
Data 25/10/2007 07:09:48 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| O meu âmago corrói-se em dilacerações, Defraudado, Atormentado, Pelo apogeu que deixou de ser meu, Acérrima atroz enclausura, Contracções do sofrimento que perdura.
O meu anseio desfez-se em nulidade, Magnificente relampejo ténue da felicidade, Agora afogado pelas intempéries da saudade, As lágrimas secaram, Sorrisos dementes me deixaram, Tédio infinito do sofrimento, Enclausura perpétua nas grades do tormento.
Sinto-me encolhido, Torpe dilacerante gemido, Soturna inquietação de uma prostração, Corpo fustigado em contracção, Débil quietude, Sofrimento beligerante sem voz, Em mim se entranha a corrosão atroz, Tremo em ansiedade, Quando sinto o corpo a sucumbir, Flagelo-me em torpor, Quando a mente deseja explodir, Beligerante e ácida incursão, Pela mórbida irreversível degradação.
Senil, Entranhada em mim a desilusão, Vil, Amarga putrefacção de uma existência, Em demência, Na penumbra do silêncio inexisto, Contínua degeneração a que assisto. Na desistência, Na conformação de uma incumbência, Deixar-me possuir pela inexistência.
Se já nada me apraz, Me totalizo na nulidade, na vacuidade, Lamento eterno de apenas querer morrer em paz…
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