
Melancólico e vil
Data 10/11/2011 22:11:51 | Tópico: Poemas -> Esperança
| Melancólico e vil
Atiraram em minhas asas cansadas sofridas e maltratadas. Aproveitaram a hora que perdi a direção da longa estrada. Foi na hora do vôo eu todo molhado deram gargalhadas.
Sobrevivi com vida tive as vestes e minha ilusão dilaceradas no meu afastamento. Perdi o caso e meu casamento com muita confusão e tormento no meu novo lamento.
Estou machucado e reprimido e com meus fortes gemidos, fui uma mira precisa no peito alcançado. Domado esqueci o a ousadia e como um animal esquivo não mato e no mato não me via mais dourado.
Enganaram-me e levaram principalmente você, não tem noção quanta tristeza existiu. Mas forte e enérgico continuei vivendo, ou sobrevivendo no dia morto, forte e meio viril.
Expirei aos poucos por ternura, meu coração perdoou, mas não esqueceu e eu também não olvidei perecendo. Gostei demais não olhei detrás, era livre meu caminho, animalesco cavado sem guia, sem ardil mas me mordendo.
Senti-me abandonado, cambaleando em minha estrada, em busca de amparo, e de um amigo febril. bicho agatanhado mas por impulso intenso, minha trilha rescindi uma tentativa melancólica e vil.
Sei que uma fina flor existiu, mas que não arrostou as ventanias duráveis da falta de vida e muito calor. Sei que os vestígios articulam, mas os versos silenciam o que eu abafei por um intensa falta de amor.
Serei preciso em viver os pedaços não vividos que aquietaram meu serei de ser...
http://poetadefranca.blogspot.com/ O NOVO POETA. (W.Marques). O NOVO POETA. (W.Marques).
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