
Poemas Palavreados Parisienses
Data 07/11/2011 21:23:51 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Leio o Capital em Castelhano Os Lusíadas, ouso ler em Inglês E ainda leio Dante em Francês lendo Voltaire, em Italiano
Leio o sacro e o profano Cervantes, leio em Chinês Leio em russo a história de Fez Em Hindi, leio a vida de Ivan, o tirano
Aprendi a ler Kant em Grego enquanto lia Homero em Alemão Escrevo o que leio, com a destra mão e leio a Bíblia do meu degredo
O Corão leio em Latim sem medo Em menino, li somente João Leio prosa com o coração E os versos estrebucho, como credo!
Li Confúcio em Português Dostoievski li em Sueco Cada verso onde peco redimo-o com outro em Inglês
Leio Virgílio em Francês e os meus versos são como um eco que cantam quando a caneta eu espeto no papel, como quem lhe tira os três
Leio em Inglês a nobre história de França Louvre, Concórdia e Napoleão Conquistador, Messias ou só ladrão Regozijo-me em Paris como uma criança
Usarei a pena, a caneta como uma lança para redigir o verso messiânico e são com a Verdade, a Luxúria e a Razão para atacar quem ao mundo, nega a Esperança
E de Paris, escrevo versos sem pudor enquanto observo a minha amada Dou-lhe tudo e não lhe nego nada e com ela construo o templo do Amor
É a minha musa, que me sara a dor Amamo-nos eternamente, p’la madrugada Foi-me entregue por Deus, ou só achada? É o meu arco-íris, que amo de cor
Paris, cidade luxuriante dos amantes Da boémia, da Poesia e da Luxúria Dos poetas que tangem a penúria e que a encontram pelas rotas dos errantes
Venho do Sul, da terra dos navegantes do Fado negro e da lamúria onde um seio nu é uma injúria e vizinhos das terras de Cervantes
Paris, bela, sombria e luminosa Com o Sena fresco e suave, que a percorre E as águas frias que dele escorre incutem-me a escrever, a estrofe mais formosa
Vagueio com a minha deusa, a mais airosa que comigo dança, vaga e pelos campos corre Aquela que um dia comigo morre Brava, terna, doce, bela e até medrosa!
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