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Data 07/11/2011 08:58:26 | Tópico: Poemas
| Quero as recordações sem dia nem hora Quero a imagem cristalina, ali presa na retina Quero sol, quero a lua, a alma nua Sentir o aconchego de uma aguarela esbatida Anilada, levemente sombreada pela cor
Quero acordes ligeiros, um piano Quero as tuas mãos percorrendo o meu rosto Quero o vinho mas primeiro o mosto A mistura açucarada em pleno Agosto O travo na boca após o sabor
Intenso da saudade, que deus me dê saudade Só não tem quem não chegou a nascer Saudade, cabelos brancos a crescer Uma vida, um entardecer Saudade nem sempre é dissabor
É um caminho sem volta Muita alegria e cor Saudade se te afastas meu amor É o descair da noite sabendo que chega o dia Saudade palavra fácil e de muitos companhia
Antónia Ruivo http://porentrefiosdeneve.blogspot.com/
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