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Data 03/11/2011 08:39:30 | Tópico: Poemas
| Promessas são fisgas que arremessam ilusões Pobres das almas que desconhecem, e assim padecem Num tempo após risos francos, os nós corredios Chegam, quando se afasta o estio esvaecem Fragmentos e sentimentos que outrora trouxeram risos Trazem agora a mágoa na incompreensão, as devastações Propicias ao manto gelado que cobre o corpo Torce-se agonizante nas faltas sentidas, nada é como dantes O sol que aquecia as vidas agora é preguiçoso O néctar de um beijo desfez-se em lágrimas salgadas São tantas as madrugadas sem dormir Promessas são tormentos a advir Num tempo de cansaço e de desleixo
Gritam as bocas, soluça a alma, resta sucumbir na terra calma
Antónia Ruivo http://porentrefiosdeneve.blogspot.com/
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