
Ser ou Não Ser
Data 22/10/2007 00:28:06 | Tópico: Crónicas
| Ser ou Não Ser
...Não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe por que ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência não pensar... Fragmento de “O meu olhar” (Alberto Caeiro)
As escolhas precisam das dúvidas. É como se precisássemos colocar por sobre a mesa, todos os motivos, todos os fatos, todos os vividos... Rever momentos, falas, atitudes. Enfim, perguntar-se se valeu e vale a pena mudar o rumo da vida. Mas olha só meu amigo: _ Não pergunte tanto não! Pois o amor não é feito de tantas explicações. Aliás, de bem poucas aceitas pela razão! Interessante esse fiozinho, esse tênue divisor, que deve alinhar a escolha. Uma pergunta basta: _ Sou feliz ao lado dela? Se for “quase” a resposta, tome tento meu amigo! Não vale a pena arriscar, pois quase é nada-nada, é noves fora no amor! É como estar meio grávida, meio com fome, meio infeliz! Pois basta uma trisquinha, uma casquinha de dúvida, para o amor desandar. Chega um dia em que o quase vai comendo sorrateiro o alicerce dessa sutil construção... O amor é somatória. É conta de mais! O quase subtrai... Rouba sem piedade. Rouba a paz, rouba a magia, e o pior de tudo: a entrega. E sem entrega, meu caro, é engano por um tempo... Depois será menos, [se é que há menos que nada]. Menos carinho, menos falas, menos ouvir, partilhar. O silêncio faz seus estragos, a desatenção toma corpo, e quando você não espera, é infeliz, mas não quase... É infeliz por inteiro!
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