UM AMOR BEM DE ÍNÍCIO

Data 27/10/2011 19:13:06 | Tópico: Poemas


UM AMOR BEM DE ÍNÍCIO

Tu és
os esconjuros do instinto,
se sinto, não sei qual apuro;
o absinto-escuro e imaturo
que não decifrei. Pressinto.

Tu és
o labirinto selvagem,
a coragem inexaurível
o terror cego do impartível
desassossego da tua imagem.

Tu és
a voragem insalubre, o furor
sem mentor ou refreio,
o seio lúgubre do espinheiro
tutelando fragrâncias de flor.

Tu és
o queimor-pimenta, o sal
no sabor do meu destempero
o degrau fatal e primeiro
do fundego do amor primal.




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