
Anelado em giz
Data 22/10/2011 22:20:47 | Tópico: Poemas -> Amor
| Anelado em giz
Quero encontrar um amparo na sombra do teu nome, na vista de um campo, um arbusto.
Quero te amar, ser raro, sem a ronda que come um artista santo e ver seu lindo busto.
Quero seu apoio pra manter incorporado e feliz e me alinhar deitado no seu chão.
Não quero ser o joio e nem ser anelado em giz pra sonhar como coitado sem pão.
Não é minha caneta injusta e irresponsável, queria arrastá-la só pra esse propósito.
Pra rimar palavras e pensar como é dado lugar a um sofrimento desnecessário e insólito.
Quem poderia ser o artesão do sofrimento tão rude que desenhou com uma mão criminosa.
Sou um desmamado de um retrato que esperava uma musa ou o endereço da rainha manhosa.
Temia um raio vindo da sua mão justiceira e direta. Mas foi minha caneta que te criou???
Não vou restaurar justiça e me manter sem punição pois minha mente já atordoou.
Seus vícios também eram gananciosos com pitada de arrogância, mas deixou lembranças.
Passo a ti meu coração no papel que redijo e assino, se meu espírito acordar sem caneta te visito na primavera e quero que namore comigo e me chame de menino.
Levarei flores e deixarei de ser réu. Destruirei o tempo que fui fel.
Seguirei guiado pelas minhas veias, independente da maneira que andares ou se serei uma presa fácil em sua teia...
http://poetadefranca.blogspot.com/ O NOVO POETA. (W.Marques). O NOVO POETA. (W.Marques).
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