
Sem título
Data 21/10/2011 23:23:39 | Tópico: Poemas
| O meu medo em palavras conservo, No que diz respeito ao meu pensar que cego! Com a paz que tanto desejo por sentir e amar, Mas que nada vejo! Neste abismo onde não sopra o vento da petrificação.
Ah se pudesses gritar ao vento, O medo que tanto me atormenta e acalma, Como louca desgrenhada reviro esse mesmo olhar, E berro soando de mim os sons, Soando o vazio do meu pensar!
E abdico da minha fala, Que já não aguenta a minha lucidez, Uivando nesse luar tão azul e agora tão xadrez, Nesta prisão de vazio! Onde não há mais vento que me possa gelar…
E temo esse som que ainda se irá fazer ouvir, Com o triste lacrimejar que os meus olhos farão cair, Para que em cada lágrima, Haja a paz que quis sentir, Lavando de mim o medo que me está a consumir…
Marlene Carneiro
O Meu Blog: http://ghostofpoetry.blogspot.com _________________________________________________ Confesso que quando escrevi este mesmo poema, não me ocorreram títulos para o mesmo. Aceitam-se sugestões. Abraços e Felicidades.
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