
Rosa de Um Monstro
Data 03/10/2011 12:34:37 | Tópico: Poemas
| Benevolência é sempre intensa Quando olhares são trocados Fugaz veemente, No miocárdio melindrado.
São impetuosas, as palavras Quando me dizes impossível, Sinto-me na periferia Com o coração passível
Trago fragmentos de tempos, Efémeros, como velas, Que me embalam no teu colo Como chama cálida das estrelas
Não são certas, as vezes Que me tornei em palavras brutas, Sem mereceres metade disso Mereci ao dobro, a quantidade de lutas
Por mais espírito apático Que eu possa transparecer Sou, apaixonadamente, Um coração entregue ao teu ser
Sou, de parte, um monstro, Em que a vida depende de pétalas De forma Sagrada, ela o é E não precisa de asas
Exala incandescente, Sem sentido a metas, Apesar de me atingir Sem precisar de setas
É uma rosa, dizem pela forma Mas eu só noto nela A forma como ela me engloba
Eu não vivo num mar de rosas Como se costuma dizer O meu mar é feito só de uma Que eu morro em proteger
Não me sinto bem Se te perder em mérito de falhas Vou te regar enquanto posso Incumbir-te nas minhas palavras
Mesmo, que algum dia Questiones em fugir Partir p'ra horizontes Que teimam em divergir
Eu vou secar-te e pendurar-te No canto do meu quarto Congelar a tua vida Para que nunca te perca, o contacto
Inato, mas inerente a ti Sou o monstro de uma rosa O meu Fado é em prosa, As palavras são as nossas
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