
de Margarida Morgado, "a Balada de Monsaraz".
Data 02/10/2011 02:30:44 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Meu Amor foste-te embora no tempo das manhãs frias o Templo ficou mais triste sabe Deus por onde irias!
Monsaraz não te quis lá tão cruel, nunca sorrias eras mais só do que a sombra em que sonhos te perdias?
Na falcoaria mandava seu falcão lhe obedecia voava por serras e vales do nascer ao fim do dia!
Senhor d. Martins Silvestre alcaide de Monsaraz defendias a fronteira com audácia pertinaz
Mandaste erguer teu túmulo para teu corpo guardar quando voltasses da guerra que estalára além-mar
Teu cavalo montaste capa branca a esvoaçar vales, barrancos passaste sem ninguém o suspeitar
Tua sombra te seguia parava na fonte pura tua sede mitigava suscitada p'la secura
Ias percorrendo a estrada que te levava ao mar uma nau já se aprestava para nela embarcar
Só a ti te possuias senhor de terras tão vastas o destino te impelia teu crer dava-te asas
Um dia ao Sol nascente fez-se ao mar a grande nau d. Silvestre toma o leme com pericia sem igual
Por entre azul e distância navegava a caravela d. Silvestre a governava senhor das águas e da terra
Mas a um cair da tarde a nau prestes a aportar uma seta vem da margem sua Alma libertar
Voltou morto o cavaleiro que partiu por manhã fria meu coração ficou só nunca mais teve alegria!
Na Senhora da Alagoa no tumulo por si erguido jaz p'ra sempre d. Silvestre em seu sono adormecido!
MARGARIDA MORGADO (Poetiza Eborense)
Surge a balada de Monsaraz de uma mistica noite em que eu contava à grande Margarida Morgado a experiência de regressão que tinha acabado de vivenciar com Maria Flávia de Monsaraz. Explicava-lhe a beleza do que significava para mim descobrir que no passado tinha sido d. Martins Silvestre, o Templário, alcaide de Monsaraz, sepultado na igreja matriz da vila num duro e frio tumulo de pedra. Estava fascinado por saber que noutras Eras tinha enraizado na bela vila de Monsaraz onde aliás fui nascer e viver nos primeiros tempos desta minha nova vida. Tudo fazia sentido! Percebia finalmente o que me unia àquela terra. E eis que Margarida Morgado pegou numa caneta e num papel e poetizou em catorze quadras a minha história. Nasce assim a mistica e Esotérica Balada de Monsaraz que publiquei em dois dos meus livros:
- Uma Novena à Padroeira nas Varzeas de Monsaraz. E - Resgate das Memórias de Um Templário.
Hoje sei que a Reencarnação é uma Verdade Cósmica para o percurso Evolutivo da Humanidade. O Elo perdido do Cristianismo, como alguém já lhe chamou!
"Obrigado à Vida que me tem dado tanto!" RICARDO LOURO
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