"Fumos que prendem as imagens da libertação,
Cerrando assim os punhos do coração,
Que não tem rosas ou aromas de inspiração,
Nos campos que trago da imaginação…"

Ah como cheiro o aroma,
Daquela rosa que floresce com o raiar,
Que liberta de si mais do que perfumes,
Fazendo a imaginação brotar,
Por campos de flores a voar…
Ah como avisto em mim o mar,
Que bate e embate na rocha calcada,
Pelas ondas que insistem em marcar,
Todos os beijos na pedra corada,
Todos os desejos da paixão queimada.
Ah como sinto na pele a brisa,
Que arrepia os desejos da alma,
Acariciando em mim a imagem concisa,
Das asas que me crescem na calma,
De voar nas rosas da minha palma.
Ah como sinto os doces aromas,
Que me sedam a saudade,
Dos meus campos na primavera,
Que choram da minha lembrança a verdade,
Que nos campos se encontra a felicidade!
Marlene Carneiro