
Daynor Lindner
Data 28/10/2006 01:20:49 | Tópico: Homenagens
| Onde estão ancorados os teus olhos? E a tua boca que me devora? O teu lugar é aqui, Nos meus braços... Sinto saudades de ti, Te penso, Te imagino, Estarás pensando também em mim? Sentindo aquela dorzinha no peito? Tateando no escuro da tua solidão, Algum ponto do meu corpo para te apoiar e te lembrar? Sinto que me queres, Mas me perco no rumo deste silêncio... Ouço a tua voz no cálido vento, que anda lento comigo, sonolento, triste tormento... E no eco deste momento posso sentir o cheiro da tua pele... Fingir que não estou só... Sentir que na certeza absoluta te quero. Que desejo reclinar a minha cabeça no teu ombro E adormecer assim... Anoitecendo em teus braços... Despertando em teu peito... Vendo beijos amanhecendo em mim. Mas você reage e para longe foge, Quer explodir e não pode, Quer se esconder e não sabe, Quer se livrar do jugo da paixão, Mas não quer que ela acabe. Mas estávamos dispostos a sermos julgados, E absolvidos em nome do amor. Não era não? Então? Porquê fugir? Não fujas de mim! Deixa eu te amar! Me ame! Deixa eu te fazer feliz! Me faça feliz! Me deixe adormecer, acordar e, novamente delirar... Num delírio que só nós dois sabemos... Deixa que julguem e vem, vem... O meu amor não tem pudor, nem acanhamento... Não tem paciência, não aguenta mais a urgência do desejo... O meu desejo de pecado... Deixa que a tua fé caminhe com ele lado a lado Na nudez premeditada Nos rios subterrâneos do meu corpo Fonte a jorrar em devaneios Vem... Vem fugaz como um desejo, Talvez te mate, Talvez te salve, O veneno do meu beijo.
(Este poema uma homenagem ao nosso amigo Daynor. É composto por excertos de poemas de Daynor, com apenas algumas alterações subtis. Isento-me por completo de qualquer direito pela autoria do mesmo)
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