
A Fábula Da Vida
Data 05/09/2011 19:09:03 | Tópico: Poemas
| Ô, meu amor das faces robustecidas, É natural que minhas mãos amarelas E meus olhos vítreos cristais gigantes Quebrem cadeados e descerrem janelas Para que penetre milhões de raios possantes Furtados das flores das alvoradas azuladas Fazendo colores, em diversificadas pinçadelas Um mundo novo de céu e montanhas mágicas...
Lembrando quando eu via, lá longe no outeiro, O balouçar havaiano das folhas das palmeiras, (Ou seriam coqueiros?)
De fundo, meio cinza, a silhueta de uma cordilheira Azulando todo verde monte de cravos e rosas colores Acácias, orquídeas, tulipas, azaléias, todas as flores Enquanto na cúpula celeste amadureciam frutos de ouro Peixes de tonalidades violáceas e pássaros de asas de fogo...
Impregnando todo ambiente os mais aromatizantes perfumes Resvalando nas nuvens, roçando os mais faustosos... Cumes... Propalando o lume por todos os lados em gloriosas escamas Num mundo todo novo e encantado... Que arde em chamas!
Por isso, olhos negros, luz de sonhos d’ouro que me alumia, Por isso é natural, assim, recriando, me livro do meu mal; Saio de um canto turvo, me desvio, cantando, do mundo escuro, Cantando a fábula da vida!
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