
A flor do poema
Data 05/09/2011 15:59:53 | Tópico: Poemas -> Amor
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Queria ser apenas a flor, para nas mãos daquele poeta morrer de tanto amor. De suas melodias ser a orquestra, as notas, as letras, o ritmo e o motivo a compor.
Para o poeta eu queria ser de sua poesia a flor. Renascida, convergida à contemplar a fantasia nos enredos de amor
Em sua boca seria o absinto, entorpecendo lentamente os sentidos. Do corpo seria sua alma e instintos, à ministrar no silêncio da pele por minha carne os desejos e vícios.
Desejaria ser do versar a musa, nua de pele, vestida de letras um poema em Mulher a vida despida em poema. Como o rio desaguando em mar aberto, carregando na cor dos olhos dilemas.
Descreveria a pele vestida em mim na poesia do poeta o desejo. Do carmim de meus lábios agregado ao doces dos beijos, o arrepio sentido na pele ao reagir a língua que a boca interpele os inúmeros devaneios...
Queria ser princípio e fim. A inspiração, as rimas, os versos, os corretos e avessos confessos. A sedução em contexto e reflexo, daquele que poeta Hortênsias sublimadas em delicados aspectos.
Queria ser do poema àquela flor, para que no peito e nas mãos do poeta pudesse viver descrita nos versos que seu amor à inspiração confessou.
Anna Carvalho

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