
Bagdá
Data 01/09/2011 21:50:58 | Tópico: Poemas
| (Bagdá, ilustração do Séc. XIX).
Bagdá, noite escura. No céu profundo, o crescente Culmina soberano. Na rua, vícios humanos Fumam narguilés, Mulheres, com burcas, Atiçam-me olhar; misteriosas... Ao fundo uma mesquita Silenciosa aponta ao céu; Menires neolíticos-cuneiformes Resistem milenares ao tempo... Saladino, em estátuas e memórias, Reina no ideal de cada iraquiano. Os mastins, alheios ao ruído humano, Vagam pelas ruas superlotadas. No mercado, pechinchas e usuras, Se debatem como ormuz e arimã... E a noite se vai... Lenta... Dormir... Renascendo como no Sansara... Bagdá repousa no silêncio... Somente o crescente impera no céu E Saladino nos sonhos dos bagdalis.
(Danclads Lins de Andrade).
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