
Poema da eternidade
Data 26/08/2011 13:56:55 | Tópico: Poemas
| Parei no tempo da crueldade, lixei-me para as palavras Não! As quis eternizar, imortalizar para vós, não! E o meu poema, se fez na voz dos seres mal amados Entre soluços, entre tantos choros, desentendimentos Ele estava cego e repleto da saudade, do que ele viveu Enterrei! As confusas palavras belas, a minha bondade E o meu poema ficou azedo, cheio de desespero, aflito! Já foi o tempo, que desflorei nas belas e puras poesias Oh! Poema! Quanto silêncio, quanta inspiração, eu senti Quantas lágrimas eu derramei, a escrever-te aqui, só! Noites frias perdidas, entre paredes sombrias, remoída Entre os meus nobres sentimentos, desabafos, traições E o meu poema, ajudou enterrar o machado da guerra Despertei através da paz, desabrochei as rosas brancas As pombas voaram ao sabor do vento, livres, felizes A voz de Deus! Poderosa se fez escutar nos corações De tantos irmãos adormecidos, precisando de carinho Deixei que o meu poema imigrasse, através do tempo Cravei-o a palavras de amor, as desenhei a ouro fino Levei-as através da terra da magia, para lá do arco-íris O meu amado poema imortal e suas reais inspirações Foi rainha, fui mulher, fui fada, foi mãe e poetisa E naquelas palavras, derramei tantas lágrimas cristalinas Que rolaram pelos mundos dos sonhos, da alquimia E nem mestres, nem mágicos acessavam no meu mundo Que sem saber, as palavras, que eu cravei de eterna saudade Eu pensei seriamente eu desistir de ti, oh! |Amado poema! Como eu posso? Se tu fazes parte de mim e eu sou tua...
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