
Criação de Poeta
Data 11/10/2007 00:10:19 | Tópico: Prosas Poéticas
| Para mim, o primeiro poeta foi Deus. Juntando palavras e ações, Ele criou. Criou os céus e a terra, dando forma ao que não existia. Assim faz um poeta. Ele junta palavras, as escreve e cria um texto. O texto adquire corpo. Corpo de poesia, de crônica, de conto, tanto faz...o que importa é que antes, as palavras - que estavam sem forma, soltas, perdidas, vazias - agora, livres do caos, emergem das trevas para a luz. Saem da obscuridade e ganham vida, que reflete a própria alma, como em um espelho. Haja poesia! Haja inspiração! E assim acontece... De dia ou de noite, em qualquer estação, debaixo de sol escaldante ou chuva torrencial, o poeta dá a luz. Às vezes, sorrindo, outras vezes, em meio a lágrimas de dor, ele cria e o som da sua poesia é tão doce, tão suave, tão amena... Mas nem sempre é assim. Algumas crias são ferozes, contundentes, frias, secas. Expelí-las é tortura, é tormento, quase um castigo. Ambos os tipos, se desdobram em vários outros. São geradas com o coração e o coração de um poeta bate forte. Bate no ritmo da emoção, do sentimento. O poeta-criador procura a perfeição, de várias formas. Ele pronuncia palavras, junta frases, põe no papel. Orgulhoso, mostra seus rebentos. Rebentos bem feitos! Nenhum filho é feio... O mundo não foi feito para o silêncio. Se assim fosse, Deus não teria criado os poetas. Se assim fosse, os poetas não cumpririam sua missão, que lhes foi destinada a fazer: revolucionar.
© Cláudia Banegas
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