
NO OCASO DA VIDA
Data 22/08/2011 11:29:58 | Tópico: Poemas -> Sombrios
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Ando nas coisas do tempo perdida Perdida como o jorro duma fonte Que canta...canta ferida! No esquecimento do monte. Numa noite qualquer com ou sem luar hei-de gritar O que não pode morrer!
Abrir de par em par A alma, erguendo-me com rebeldia e meu grito há-de ressoar Melhor do que a palavra faria.
Quando a minha mão cessar? E não haja mais que esquecimento E seja um longo calar? Meu tempo será apenas um momento E na mão que palavras escrevia Não creio que haja mais nada Só resignação fria e sombria. Ou uma esperança desolada.
Ando nas coisas do tempo perdida Vão-se as horas os minutos vagueiam, pela minha atenção distraida. Na mente lembranças se passeiam, no ocaso da vida.
E o olhar permanece atento, aberto de par em par com a suspeita da morte que um dia vai chegar. A vida foge para um sítio onde nos resta esperar.
rosafogo natalia nuno
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