
“Inútil espera”
Data 18/08/2011 21:26:48 | Tópico: Sonetos
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Quanta vida dissipada, barganhando ilusão. Agenciando o tempo que não posso revogar Sem arrazoar, submersa em juramento vão. Firmando minhas raízes na utopia de esperar.
Os lamentos se dispersam na bruma densa Só as pedras da rua ouvem meu queixume No sopro da aragem, sinto a caricia intensa. Consentindo no ar as nuances, do teu perfume.
Tudo o que posso ter é a solidão da esquina A espera inútil de ver seu vulto virar a rua A candura confiante do olhar de menina Que não vê a verdade, quase palpável e crua.
Inútil alimentar essa espera por um alguém Que se perdeu no tempo, e por certo nunca vem.
Glória Salles
 No meu cantinho...
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