
Vida de POeTA
Data 17/08/2011 18:09:49 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| É o Poeta o arauto da verdade Aquele que busca o império do saber Quando escreve não há segredos que guarde E descodifica-os ao mundo quem quiser
Vive num estado de mendicidade Um pedinte do Amor sem o ser Quando escreve não há Demo que o entrave Tem o léxico de Deus para se entreter
Vaga pelos sonhos da Veracidade É um mago, um filósofo dos sentidos Domina os ministérios da saudade
O Neófito dos segredos mais antigos Das letras, criará uma irmandade E guarda o Graal, legado por tempos idos
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Escreve o código doutrinal das emoções Que rege o coração do ser humano Escreve sobre paixão e tentações Interpreta-as o mago, lê o profano
Escreve a magia sacral das ilusões que irradia a frágil alma do mundano E não há quem escreva sobre as suas sensações pois o que escreve atenta o déspota e o tirano
É o árabe, o sufista e o Profeta O Neófito, a República e o Mação A Verdade é a sua magna meta
Nela crê, com em Deus faz um cristão É esta a doce seiva do Poeta A trindade, o Buda, a Meca do Islão.
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O Poeta é um doce sonho adormecido Um sonâmbulo, que acorda, para a magia E um desamor torna-o num animal ferido Sendo esta a chama, que lhe dá fogo à vida.
É um literato, um mundano, homem vivido Oscila entre o tédio e a alegria Fera feroz, um mero gatinho querido É o divo, que professa a nostalgia
Escreve sobre o sangue primordial É um filósofo da dita razão pura Empirista ou noctívago racional
Que na noite atenta a ditadura E se vê a volúpia feminina divinal Dita-a nos quadris, essa carne tenra que fura.
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O Poeta é um vadio que não quer ser mais uma besta vã que procria O Poeta é Atena, é uma Mulher que dá à luz o tédio e a alegria
Criem-lhe antas quem depois vier É um cadáver adiado que irradia a eterna chama do caracter que prolonga a noite, e encurta o dia.
O Poeta é uma anta por provir que das letras concebe um mundo novo Faz-vos chorar, aclama a noite, e faz-vos rir
É quem concede o livre arbítrio ao povo Creio em Deus, e no Cristo que há-de vir E é por estes nobres ideários que me movo!
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