
Poesia em braile
Data 05/08/2011 19:45:23 | Tópico: Poemas
| É manhã, sou acordado Por teu aroma invadindo minha narina E minha primeira visão matutina, É tua silhueta fina Simetricamente posta ao meu lado.
Ah! De repente me invade um desejo De executar, em braile, uma poesia E eu, cuidadosamente, te tocaria E de prazer, então, te acordaria Em um doce e ardente beijo.
Meus dedos escreveriam odes inteiras, Teu corpo será analisado morfologicamente E tua etimologia decifrada minudentemente Entre suores lascivos e carícias calientes, Desnudaria todas as tuas fronteiras.
Teu corpo grafado por minhas digitais Colapsará de desejos infindos. Gemidos declamados como poemas lindos, Onde todos os prazeres são bem vindos A esta loucura incessante de nos querer mais...
O meu prazer no teu desaguando, Pernas enroscadas, de prazer tremendo, Olhos convulsionados, corpos ardendo No ápice do hedonismo fervendo... E nosso poema recitando.
E quando, o poema, chega ao fim Nossos corpos satisfeitos e cansados, Trêmulos, felizes e suados Se colocam, como antes, lado a lado E vejo-te sorrindo para mim.
(Danclads Lins de Andrade).
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