
portas
Data 03/08/2011 22:17:27 | Tópico: Poemas
| cerram-se à noite quando as gentes regressam ao calor dos lares nos seus interiores há sempre uma cadeira às vezes um soalho que serve de descanso para um noite que teima em tombar nas camas da acalmia e do sossego às vezes envolto de sobressaltos
abrem-se pelo amanhecer na frescura de cada novo dia onde a esperança volta a palpitar nos peitos da continua espera
entreabrem-se quando a despedida surge para lá de todas as memórias e no esquecimento de tantas vidas quando outras vidas também acontecem
fecham-se para sempre quando a ruína tudo encerra e as forças não alimentam as almas provocando um desvanecer que jamais terá novo regresso até ao simples abater
António MR Martins
2011.08.03
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