
Dois amores
Data 03/08/2011 14:13:54 | Tópico: Poemas
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Talvez suas palavras não a alcançaram ela não sabia qual coração escutar o seu ou o dela? As lágrimas quebraram e no silêncio, a dificuldade de respirar enquanto as ondas de lembranças cantavam.
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De reenlance, ás vezes, os corações oscilavam a beira do abismo, do medo, das inquietações ás vezes parecia que ia cair, se seguravam quando as duas se completavam, seus corações ao mesmo tempo e ritmo batiam, se conectavam.
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Sons do mar se quebrando, em algum lugar ela o seguia para encontrá-la, a beira das ondas jorrando eram sons frios, suaves, talvez ela fosse chegar e lá estaria seu amor a esperando deitada sobre a areia, tocada pela água do mar.
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Tudo podia simplesmente inexistir todo o vazio, o silêncio, a escuridão, em um breve sorrir... o toque dos lábios, seus corpos se derretendo de desejo, de amor se envenenando na essencia uma da outra, em torpor os olhares se perdendo, os abraços a partir.
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"E tu me és o desenho de um sorriso deixas-me arfando em suspiro. Ó, te amo tanto, tanto que caio em prantos de felicidade."
"Cada bela lágrima que derramar quero, em mim, segurar com a beleza cálida do teu chorar. Também te amo tanto, ó, com tanto ardor fogo que me queima de amor."
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Em vento frio de inverno, bateu recordações com abraços quentes e vaporosos aconhegava seus corações. Beijos saborosos em ardentes explosões.
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E as planícies do medo foram invadidas abalando o mistério, arrasando com a vida e abraçou, fortemente, o desconsolo, a solidão em braços de veneno escondido que matavam um frágil coração.
Nas ruínas, as almas restaram em pó por ali passava ventos de uma dor só deixando a saudade... levando a felicidade... marcando o tempo.
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"Quando chegou a solidão do outono?" Ela estava só, com um olhar perdido vazio de si, sem noites de sono ali dentro estava esquecido seu triste coração partido.
Sentia falta, as lágrimas rolando pela face sem expressão "Ó, meu amor onde tu estás me chamando?" A voz vinha rasgando-lhe o coração "Ó, meu amor onde tu estás me amando?"
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Nas areias da praia, os restos adormecidos foram beijados pelo amanhecer calados pelo som do mar esquecido simplesmente, deixaram se perder.
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