
Relevâncias
Data 20/07/2011 22:02:34 | Tópico: Poemas
| Há um ventre que não cala na voz do segredar, entre montanhas dispersas e uma solidão constante, onde se afundam as mágoas.
Há um ventre que não sofre a essência do descobrir, entre as náuseas da cólera, pelo toque que o despreza nos vestígios da saudade.
Há um ventre que se recente das efémeras investidas, tão próximas da negação, no amparo das ilusões onde correm muitas águas.
Há um ventre que abala pelo porto da omissão, trucidado de discordâncias, no mar do rio sangue entre o castigo da sua pele.
Há um ventre de uma estrofe num poema dito de amor, carente das infracções da sedução no tempo ausente, enfeitado de tantas estrelas.
Há um ventre sol nascente ao rubro no corpo que é dele, que na calada das noites e na esquina onde se dá, exultando, abraça a lua.
António MR Martins
2011.07.20
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