
A batalha: a Voz e Eu
Data 15/07/2011 01:24:27 | Tópico: Poemas
| Onde estou? O que aconteceu? Pergunto-me.
‘Não sei para onde vou, mas, o meu Mundo estremeceu’ A voz respondeu-me.
Não sei quem és, porque me baralhas e escoas na minha cabeça? Fazes-me alucinar, Dizes-me que fui traída pelos meus próprios pés, enquanto corria como uma criança, Disseste-me que o meu Mundo acaba de abalar.
‘Disse e digo mais. Estás perdida… A tua luz esvaneceu por entre as águas. Se de algo estás arrependida, Restaram-te apenas mágoas. O teu Mundo hoje tremeu, e tu caíste… Salvei o teu Romeu, como me pediste’
Salvaste-o? Onde está ele? Porque não está a meu lado? Magoaste-o? Já não sinto o seu odor requintado… Eu não estou perdida… Estou confusa e tu sabes disso e apoderas-te da minha alma! Estou arrependida, pela sua ida, mas, vou com calma... Vou primeiro confrontar-te para me erguer firme. A mim, vais juntar-te não vais? Afirme! Desnorteaste-me, tentas que eu caia nas tuas malhas, pareço-te vulnerável? Pois tu despertaste-me encontraste a agulha errada por entre as palhas, não te parece impecável?
‘Não… tu és indefesa, estás acabada, de rastos, tentas sempre ser forte, guardas tudo dentro de ti. És tu a minha presa, nesta minha teia inacabada. Vamos acabar com os pastos, entrega-te a mim, à tua sorte. Sorte ou morte? Apenas uma letra de diferença, parece-me que vais precisar de muita crença. Estou farta de viver presa a um corpo que se rebaixa. Por isso peço: Parta, esta caixa! Quebra o que nos une, Corrompe e sairás impune’
Não me vou render, vou lutar, até te vencer! Por mais fracassos que tenha tido sei que tenho pessoas que me querem bem, a quem faço falta, O panorama pode não ter taxa alta, mas, é perfeito e equilibrado também. Tenho sofrido, mas, não quero fazer sofrer. Por isso, para teu castigo, a ti não me vou submeter. És apenas uma voz, uma voz de revolta, numa foz, que brava se solta, mas, acredita em mim, está tudo bem. Une-te a mim, e seremos como um Jasmim. E assim podes ver, como não sou fraca, vou-me eleger, e largar esta faca. Sei quem sou, sei quem procuro, sei bem onde vou, e não temo caminhar no escuro, pois quando vir uma luz, irei apanhá-la, é o meu Romeu, numa forma que me seduz e jamais irei largá-la! -- Fez-se silêncio por momentos, até que a voz interrompe: -- ‘Agora, sem mais argumentos, corrompe, este manto escuro. Enganei-me, tens uma força quase que infinita, não sei como, mas salvei-me, de arder no meu arrependimento. De provar a minha própria ira. Não sei se nisto és perita, mas, neste momento, esta conversa me inspira. Não te vou abandonar, vou continuar-te a dar vida e a ouvir-te. Obrigado, meu corpo ideal, julguei-te mal parado, mas, és bem real’
Porque a vida é feita de pequenas guerras e todas elas começam por ser travadas 1º em nós. É o sabermos lidar connosco mesmos que nos permite compreender o Mundo. A compreensão de tudo o que nos rodeia parte da nossa aceitação.
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