
Vigília
Data 12/07/2011 15:18:54 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Procura o olhar da Luz o brilho Na cinza agonizada que esfria, Oculta, irrefletida, sem vida, sem sentido; Pirilampo revoado ao clarão do dia; Candelabro à escuridão rendido.
Da mesma luz branca o coração procura O fluente brilho, dantes denso e quente, Para emprestar às sombras regenerada alvura E aquecer a face fria do presente
Na cela, as paredes mudas e frias Aprisionar decidem a solidão da hora E as moribundas certezas em pele e pano Revelam-se falsas pérolas, sem demora, Na prontidão do presente soberano. Alertados todos, auscultam os sentidos; À soleira o inimigo espia. É noite, noite tardia e a flacidez ausente. O silencioso coração que por si não pulsa Silencioso, provado, mas presente, Dos ritos pontuais sobe à gávea e vigia Por sobre as ondas dos desertos temporais E franqueia ao mar aberto da solidão tardia A alma criança que ora... E vigia... E ora mais.
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