
Leucemia, retrato dos sintomas em poesia
Data 05/07/2011 11:45:06 | Tópico: Poemas
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Do poder genético de uma célula do sangue Rebentam descontroladamente milhões Juntam-se estes poder errante E se acumulam grandes sanguíneos pulgões
A multiplicação errada do bem (células sanguíneas) Provoca poderes separados O corpo saudável que antes se tem Degrada-se em males alternados
Diminuindo aqueles que são capazes De transportar o poderoso e indispensável oxigénio Negam-se as funções bases Dando vontade de dormir e pouco génio
O cérebro começa a pregar partidas Dando dores de cabeça, tonturas Brotam do nada quedas Salvadoras e não seguras
Os músculos, descoordenados Mostram a sua fraqueza de movimento Defendem-se se atacados De forma forte de mais que o pensamento
Diminui então a vontade de comer Não havendo vontade á magreza Distúrbios mentais de certeza Que não ficará por aqui
Não havendo como o sangue coagular Começam os desvios para fora Dos orifícios começam a jorrar Sangue sem caminhos, sem hora
Podem jorrar pela boca, gengiva, nariz Não há mal sem seguimento Do coxis sai também este elemento Vital para o nosso ser
Agora em ultima estância Vejamos faltar a defesa O corpo degrada-se em escada Sendo invadido a toda a frequência
O corpo perturbado Tenta defender o tudo Jorreia suor descontrolado Aumentando a temperatura mudo
Na boca aparecem aftas Que mostram tentativas de defesa A barriga enche desesperada Tentando dar volume a fraca influência
As células do mal podem entrar nos órgãos e ossos Originando mal estar doloroso Articulações, um exemplo, a se aleijar Não fazem o movimento prazeroso Este poema é mais uma tentativa minha de simplificar o vocabulário dito pelos médicos na presença de doentes leucémicos.
flávio pereira
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