
Morte destinada
Data 21/06/2011 22:05:40 | Tópico: Poemas
| Espada em punho, Coração magoado, Rosto semimorto, Sem nada almejado.
Não consigo, Não tenho coragem, És importante. Morrer para matar-te? Lamina sedente de sangue, Mas eu, Não quero. És a minha tão querida amante. Melhor que a espada, desejo almejar-te.
Quero-te apenas, Mais nada importa. Desejo-te. -Cai, Cai de uma vez. Porque é que ainda a empunho? Espada maldita o que ela te fez?
Amor... Por ti, Quando te amei num unico olhar, E agora destinado a te matar.
Não o farei. Adeus... -Sempre, Sempre te amarei!
Fio amaldiçoado, Corta de uma vez. Porquê, numa ultima vista, Assisto ao decair de um rosto molhado.
Quase sem falar. Pouco pronuncio, Mas, mas tem de ser. - Corre, corre sem olhar para traz. A morte aproxima-se. Já quase não vejo. Mesmo assim, mesmo quando morrer, Prometo amar-te.
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