Sondas-me o íntimo.
Queres descobrir o meu coração.
Por que queres?
Aqui, neste peito encardido
Não há de encontrares encantos.
Há de encontrares rancor e pranto.
Sondas-me a alma.
Queres descobrir o tom que tem.
Por que queres?
Nesta alma obscura que vagueia na escuridão
Não há de encontrares luz.
Há de encontrares dor e desilusão.
Sondas-me o corpo.
Queres tocá-lo,
Descobrir os caminhos que tem.
Por que queres?
Este corpo vadio, não há prazer que desperte.
Há de encontrares um ser inerte.
Coração, alma e corpo, num abismo profundo.
Sem sentimentos, num mundo
Que só a solidão convém.
Não queira saber de mim.Nina Linhares

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