
[Iria] Com as flores [Morrendo...]
Data 10/06/2011 21:49:04 | Tópico: Poemas
| Por descuido, não cuidariam as flores a mirar Novamente o solarengo dia que se iria mostrar E... E depois ficaria um outro ser encalhado Entre as flores que não abrem E a razão de estar preocupado (Preocupado enquanto deitado entre botões de flores que ainda se fazem.)
Não tocaria o cinzel da pena no papel Com o mesmo sentimento preenchido Se em repente todas essas flores se abrissem E o abrir de tais cores, é aquele Que abominado, é tão pedido quanto perdido Ao fulgor da vaga e da cheia...
Sincronizações mal conseguidas com o intuito interior Do desejo, mais propriamente dito Com a noção de conseguir fazer o pretendido Mortes, morrendo, mortes de amor, Não sabendo sequer o que diz (ou sente) Mentem assim as flores, mente assim a gente...
E só quereria o melhor para tais botões ainda rosados Não fosse a volúpiosa vontade de os abrir E não sei se me aguento, agora que feito em cacos Pedaços que afiados poderiam sem querer porvir A um espaço cortado no meio da pétala mais embaraçada Cortar uma parte, e entrar na parte mais ameaçada
Sendo que assim seria um sentir de descuido Essas flores que não cuidam, que eu não cuido Não saberiam ouvir o que apenas sons de silêncio poderiam dizer E até a sempre presente dúvida do existir Se solucionaria desaparecendo... E o sentimento, com as flores, iria morrendo... Tantas as flores... que amachucadas pelo corpo inerte pela vontade e pelo medo... ganham pernas...
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